
Junio Barreto
— sobre
Ainda pivete, graças ao rádio “Transglobo” de seu pai, Junio Barreto começou a notar que a distância entre Caruaru e o resto do mundo era menor do que sugeriam os livros de geografia. Sabedor da ausência de fronteiras da música, guardou os ritmos do agreste no juízo e se mandou, ainda adolescente, pro Recife. Aboios, violeiros, baião, banda de pífanos, frevo, côco, xaxado; levou tudo junto em seu matulão. Ouviu muito rock inglês, fez seu próprio rock, liderando a banda Uzzo, compartilhou da gestação do mangue beat. Os comichões só aumentaram, e Barreto pegou a estrada de novo. Impregnado de agreste, sertão e litoral, aportou na concrete jungle paulistana suavemente, sem alarde. Aos poucos São Paulo foi se abestalhando com o namoro de candomblé e drum’n bass celebrado pelo seu novo inquilino. Voz de tenor, alma negra, o sossego em pessoa, Junio Barreto 40 anos, amigo e parceiro de Otto, lança agora seu primeiro disco solo. Com 10 faixas, o independente “Junio Barreto”, viabilizado pela
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